A Capela de São Roque, situada no Caminho de São Roque / Largo de São Roque, foi mandada erguer pelo segundo Capitão Donatário de Machico, Tristão Vaz Teixeira, nos finais do Séc. XV, em cumprimento de uma promessa a S. Roque, por este ter posto fim à epidemia da peste que grassava na Capitania de Machico.
O atual templo é de meados do séc. XVIII, dado que o anterior foi demolido por se encontrar em avançado estado de degradação. Da primitiva capela, restam os azulejos tipo tapete de “maçaroca”, do séc. XVII que se encontram repostos na parede da sacristia.
O pequeno templo é construído em alvenaria de basalto rebocada e caiada, apresentando uma cobertura de duas águas na capela e de três na sacristia, de telha de canudo. Ostenta planta de uma nave e capela-mor retangular desenvolvendo-se segundo um eixo longitudinal, estando adossada a Este a sacristia.

A fachada principal é virada a Norte, termina em empena e é rematada por uma cornija em cantaria mole, de gramática barroca, em arco pleno sobre pilastras e encimado por um frontão curvo interrompido, ladeado por duas janelas engradadas com molduras em cantaria rija.
No centro da empena abre-se um óculo redondo. Do lado direito, desta fachada encontra-se a pequena torre sineira, em cantaria, de formato retangular terminada em empena. Um banco em cantaria vermelha corre toda a fachada até aos degraus que dão acesso à porta da sacristia virada a Norte. Na parede Este da capela-mor rasga-se uma fresta.
No interior da nave podemos observar um notável painel de azulejos historiados, azuis e brancos, que contam a vida de S. Roque, dos meados do séc. XVIII. No lado do evangelho existe um púlpito em madeira pintada.
A capela-mor exibe um interessante retábulo barroco, de boa execução, em talha policromada datado de 1751. Possui um teto de madeira de perfil curvo pintado com decoração vegetalista, tendo cartela a seguinte inscrição: “Eris in Peste Patronus”.” Foi classificado como Imóvel de Interesse Público (Dec. 30/762 de 26/9/40). A preciosidade da ermida reside nos painéis de azulejaria barroca, infelizmente pouco comuns na ilha. Interessante é também o pórtico assumidamente barroco, muito raro na arquitetura madeirense.
Refira-se, ainda, que após o 25 de Abril de 1974, serviu de residência aos descolonizados de África


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